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VAMOS FALAR DE ELETROCHOQUE?  (minha area) escrito em sexta 29 janeiro 2010 18:53

Blog de tudomuda :tudomuda, VAMOS FALAR DE ELETROCHOQUE?

Será que nada mudou desde 1930?

O preconceito sempre é irmão gemeo da ignorância.

    

    Se tem um assunto que quase todas as pessoas fazem cara feia quando escutam é este, o eletrochoque. Talvez por ter sido relacionado a torturas em todos os regimes de excessão ou mesmo a serviços policiais de informação, coube a esta modalidade terapêutica uma antipatia sem igual. A informação que predomina é a de que o individuo submetido a tal procedimento o fêz sem qualquer informação, clandestina e criminosamente, como se tivesse que ser castigado e sentir bastante dor sabe lá porque. O ECT usa anestesico,´portanto não há dor, a voltagem é baixa e faz uso de  relaxante muscular, não sendo portanto, tortura. Sempre me questiono porque não se tem a mesma fantasia a respeito das cardioversões - tratamento de choque para reversão de parada ou arritmias cardíacas - procedimento sempre heróico e de inquestionável indicação médica, já que ambos os procedimentos utilizam  corrente elétrica de baixa voltagem em situações bastante específicas? Este tratamento, o ECT, foi introduzido em 1930, época em que não existiam medicamentos antidepressivos ou antipsicóticos e se buscava alguma forma de diminuir o sofrimento dos doentes mentais. Paralelo a isso, também se utilizava a cirurgia cerebral, que   separava os hemisférios cerebrais para que a pessoa parasse com suas loucuras, a transformando em brócolis na maioria das vezes. Com o aparecimento dos medicamentos antipsicóticos, principalmente a Clorpromazina na década de cinquenta é que o eletrochoque passou a ser questionado. Claro, é óbvio que se temos uma tecnica cirurgica melhor, porque utilizar uma antiga? Não é o que está ocorrendo com as cirurgias por vídeo, sem aquelas grandes incisões que marcavam as pessoas para sempre com horrendas cicatrizes? O que acontece é que o ECT ( eletroconvulsoterapia ou eletrochoque ) tem indicações muito precisas. Utilizamos quando os tratamentos convencionais não estão funcionando e se tem um risco grande de intoxicação por altas doses de vários medicamentos, depressões refratárias onde o individuo corre risco de morrer de inanição ou mesmo de cometer suicídio e nas Esquizofrenias catatônicas, onde a imobilidade se não revertida levará o individuo a morte. Foi utilizado inadequadamente, até com o falso nome de sonoterapia em muitas clinicas, isto é verdade e deve ser repudiado.

   Atualmente se utiliza muito pouco o ECT, mais pelo grande preconceito do que pelos riscos aferidos a técnica. A propósito esta técnica foi desenvolvida, com a exigência da presença de um anestesista durante o procedimento junto ao psiquiatra ou clinico. Deve existir uma espécie de sala de ECT, com toda a aparelhagem necessária na presença de alguma necessidade como por exemplo material para entubação caso haja parada respiratória. Aliás, estudos demonstram que os acidentes durante o ECT são em menor numero do que os dos psicofármacos, estes usados como verdadeiras panacéias para todos os problemas, desde impotência até mau humor. Pode inclusive ser utilizado em pessoas grávidas que corretamente monitoradas, não correrão riscos que não os de praxe. E muitas vezes os medicamentos que estas mães necessitam usar, litio por exemplo, são extremamente teratogênicos ( mutações ) para os fetos. O que é pior ou melhor só o medico, seu paciente  com seus familiares poderão discutir e decidir.

   Não quero defender o ECT, os trabalhos científicos o fazem muito melhor do que eu. O que quero fazer é informar sobre este método terapêutico que tem lá suas vantagens e desvantagens, como qualquer outro. É importante notar que estamos na década do cérebro, que cada vez mais entendemos que tudo o que fazemos, pensamos ou sentimos tem representação neuroquimica e aprofundar o conhecimento, diminuindo o preconceito é um caminho bastante interessante para tentar entender e tratar esta grande babilonia que ainda é o ser humano. Quanto a funcionar ou não, é para isso que existem os protocolos medicos, que são conjuntos de procedimentos considerados eficazes para tratamentos de doenças. O resto é desconhecimento ou corporativismo.

Carlos Ritter

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reflexões sobre o vazio e o amor  (sobre o cotidiano) escrito em quinta 21 janeiro 2010 11:49

Blog de tudomuda :tudomuda, reflexões sobre o vazio e o amor

Estas duas belas margaridas compõem

um belo jardim. Só uma delas não sei,

mas continuam belas mesmo assim.

    Estou na praia e a praia com seus ruídos preguiçosos e cheiros peculiares faz com que se pense na vida de forma diferente. Eis que aqui estou refletindo sobre a maior queixa que tenho ouvido de todos: o sentimento de vazio. Muitas vezes exagerado como depressão, outras vezes diminuido como coisas da vida e na maioria das vezes, como o é atualmente, projetado como culpa dos outros. É muito cansativo escutar de pessoas que você gosta a ladainha de que são os outros os causadores de suas desilusões, que a preferência do destino nunca recai sobre a sua pessoa e assim por diante. Carracundas, estas pessoas encaram os demais como se eles nunca fizessem nada para mudar este cenário, imprimindo culpa que, na esmagadora maioria das vezes, o vivente nem sabe de sua existência. Escolhem sempre o lado que reverencia o coitadinho de mim num culto mágico à catástrofe repetitiva. O resultado final é o cansaço, a desistência e o afastamento. Sem duvida com bastante culpa pois nada se pôde fazer para convencer o esvaziado, acho um bom termo para definir este grupo de pessoas, de que as coisas são diferentes daquela maneira que vê. Então ficamos em silêncio, impotentes e tentando recuperar nossa auto-estima, tão dilacerada neste combate sem vencedores. Aliás, com um dos lados sentindo-se sempre perdedor, o do esvaziado.

 A receita não é asssim tão simples, mas ela pode ser encontrada numa reflexão sobre o amor. Amor é o que realmente preenche o vazio, que preenche a solidão com saudade e a ausência com recordação. O amor é incondicional, não depende do outro, vem de dentro, portanto se estou esvaziado tenho que questionar se a verdadeira razão não está em não ser amado mas sim em não conseguir amar.

 Como posso ser amado se só faço teias de queixas sobre o mundo e os seus habitantes? Como preencher o vazio se dentro de mim só tenho lamúrias e recalques? Como poderei acreditar que alguém me ama se sou o primeiro a me sentir esvaziado, qual o idiota que gostaria de alguém tão vazio?

 A formula é quase matemática: se tenho amor por mim posso somar ao sentimento que tenho por outra pessoa e igualar ao que outra pessoa experimenta. O resultado pode variar um pouquinho, com um pouco ou mais de felicidade mas sempre é antonimo de vazio.

Carlos Ritter

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PARA EDUCAR É PRECISO ACREDITAR, SE NÃO....  (sobre o cotidiano) escrito em sexta 15 janeiro 2010 18:26

Blog de tudomuda :tudomuda, PARA EDUCAR É PRECISO ACREDITAR, SE NÃO....

   Um padastro solicita a seu filho - não deixa de ser - para que carregue algumas pedras para onde ele estava construindo uma taipa. Ao negar-se à tarefa, o homem coloca o adolescente de castigo dentro de um galinheiro. A mãe, ao chegar horas depois nada faz. Autoridades policiais são alertadas por vizinhos e soltam o adolescente e levam a mãe e o padastro para o presidio de Caxias do Sul.

   Pai lê um artigo em revista semanal que mostras as maravilhas que faz na educação sexual tomar banho junto com os filhos pequenos e mesmo adolescentes. Assim o faz, mesmo muito inibido e envergonhado, a ponto de ficar de costas para seu filho de oito anos não ver seu penis.

   Pai viúvo há tres anos recebe a visita de uma conselheira tutelar que o ameaça de processo e prisão por estar agredindo com violência o seu filho de doze anos. Mesmo argumentando que é sózinho, trabalha como motorista e ainda cria cinco filhos não consegue intimidar a  sisuda senhora que lhe entrega uma espécie de advertência.

   Sem entrar na motivação e perfil destas pessoas, o que poderia nos trazer muitos esclarecimentos, gostaria de analisar apenas um fato que me preocupa muito. Não estaríamos tirando de algumas pessoas uma das poucas formas que eles sabem de educar os seus filhos? Diante da negativa do adolescente de carregar pedras não estaria o padastro efetivando a única forma de punição a que foi apresentado durante a sua vida, sua forma de dizer o que esta errado e o que está certo? Intimidando o casal para não punir - seja de que forma for - não estaríamos municiando o adolescente a infração? O mesmo serve para o caso do viúvo. Ele se esforça em dar uma educação aos filhos, talvez exagere e se assim for que seja orientado a não faze-lo, pois talvez esta forma "de limite" seja a única que aprendeu e sabe fazer.

Aquele pai que tenta ser eficiente na educação sexual do filho fica seduzido a exercitar uma teoria para qual não está preparado e seu constrangimento provavelmente não terá resultados positivos.

Então, antes de reprimir ou liberar atitudes que por alguma razão algumas pessoas tomam sempre é importante saber se esta é adequada aquele grupo familiar ou social. Temos que nos certificar de que aquela não é a única forma deles proporem limites a sua familia.

Não faço a defesa da surra ou dos tapas, sempre acho que uma boa conversa é soberana, mas e se não houver conversa não é arriscado tirar a tênue estaca que segura a impunidade?

Até seria importante consultar os mais velhos sobre este assunto. Quantos sucumbiram aos tapas e castigos dados pela autoridade paterna?

Carlos Ritter

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convocação urgente dos chatos  (sobre o cotidiano) escrito em quarta 06 janeiro 2010 12:35

Blog de tudomuda :tudomuda, convocação urgente dos chatos

    E entramos em mais um ano. Cheios de esperanças, desejos, bebida e comida. Rodeado de pessoas queridas e de planos infalíveis. Mas, sempre tem um mas, todo o novo final de ano tem aquelas coisas que nos irritam ano após ano e que até nos esforçamos para tolerar. A grande fila de supermercado, ponto de chegada após perigosa condução de carrinho abarrotado de compras, desvios milimétricos de outros veículos lotados de mantimentos e materiais de limpaza que avançaram, cortaram, bateram, estacionaram em lugar indevido e em total desrespeito as regras de civilidade e da condução conseguiram irritar todas as pessoas, sejam elas funcionários ou clientes do estabelecimento. O bom humor de adquirir coisas boas logo é substituído por cara feia e irritação. Fica estabelecida a Lei de Talião, olho por olho e dente por dente. Fica homologada a Lei de Gersom, sou FREE para levar vantagem em tudo. Fica estabelecida a lei do Mais Grosso, que intimida e imobiliza o cidadão frágil. Fora do supermercado, temos o trânsito caótico, as camionetinhas com som de rave, que trucidam nossos maltratados tímpanos com aquele batidão do qual só o proprietário do dito veículo gosta. E seus amigos que esquentam as latinhas de cerveja na mão fechada. Aliás, notaram como nestes grupos de som/cerveja só tem homens? E as buzinas em frente a hospitais, madrugada a dentro, com rachas, bunda de fora e tudo o mais que causa "extremo prazer e emoção"? Carros que usam o gancho para reboques sem nunca terem puxado algo similar, nem de brinquedo. São usados para que os outros não batam no seu parachoque ao estacionar mas de uso sem cerimônia para lascar e amassar o parachoque dos outros. Furar filas, ultrapassar carros de forma irregular, estourar foguetes e assim por diante. Como dizia o refrão daquela sucessora da musica de qualidade: " Tá tudo dominado ". E os cachorros que passaram a ser um grupo mais populoso que o das crianças:  "Chiquinho, vem com a mãe", "Anita, deixa o tio passar", "Fred, você não comeu seu ossinho cor de rosa". Me poupa , mãe?, Fred?, eu Tio de um cachorro que nunca ví?  Já ouvi até: " Tenho que levar o Raimundo para fazer uma RM ( Ressonância Magnética ) pois ele está com dor de cabeça". Mas sobre isso vou escrever com calma em outra ocasião.

O que quero com este blog de lamentações ( copiei de muro ) é fazer uma convocação dos chatos que sei são maioria neste mundo. O chato é aquele cara que se presta a tudo analisar e sempre fica ruminando se as coisas poderiam ter sido feitas de forma melhor, mais organizada, mais produtiva. Fica irritado quando alguém não segue as regras, se este alguém tenta tirar proveito de uma situação.

Aonde estão os chatos? Porque sumiram?

Será que se todos os chatos fizessem um esforço concentrado e começassem a chutar o balde sem censura estes espertinhos não ficariam mais intimidados? Imaginem a cara daquele flanelinha que se prontifica educadamente a cuidar de seu carro por módicos cinco reais ouvir que você não vai dar nada e se acontecer alguma coisa com o carro ele vai pagar caro? Ou aquele espertinho que fura a fila o chato provocar um levante, dizendo para todos ouvirem que ele é um fura-filas? O atendente do call center ouvir em alto e bom tom que você não esta  interessado naquele maravilhoso e vantajoso produto e que tenha um bom dia?

  O chato não tem vergonha de dizer que as coisas não estão funcionando, ele fala. Ou falava já que os espertinhos estão cada vêz obtendo mais espaço e tendo mais ousadia para estas conquistas.

 Então chatos deste Brasil Varonil ( também estou copiando de famoso humorista ) uni-vos, vamos a luta, vamos chatear e importunar. A vêz é dos chatos e talvez seja nossa última bala na agulha ( voltei a plagiar um espertinho ).

 

Carlos Ritter, um chato de nascença.

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FELIZ ANO NOVO  (sobre o cotidiano) escrito em segunda 28 dezembro 2009 22:25

Blog de tudomuda :tudomuda, FELIZ ANO NOVO

    Mais um novo final de ano se aproxima. Sempre que isso acontece nos enchemos de alegria e esperança na expectativa de que coisa muito boa vem aí na frente. E é verdade, como reflito aí em baixo:

Esperamos entender as pessoas que amamos,

que a distância causada pelas diferenças fique para trás,

escondida pelo manto da tolerância e da compreenção.

Esperamos que o escondido seja percebido,

e produza a vacina à tentações futuras

protegendo o fruto novo e salutar.

Esperamos que este fruto seja degustado a exaustão,

jamais saciando quem amamos, pelo contrário,

oferecendo sempre novos e irresistíveis sabores.

Desejar paz, saúde, muito dinheiro é matéria implícita, repetitiva,

portanto quem ama sabe disso.

Desejar a mudança para amar mais e ser mais amado é novo,

é compromisso.

Compromisso de casar emoções,

nivelar condutas,

navegar no pensamento do outro respeitando as tempestades

e curtindo o mar calmo.

Então, desejo a todos, sem excessão nenhuma,

que aprimorem o fruto, pois este é bom.

Feliz Ano Novo.

Carlos Ritter e Tudomuda

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